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KEEP CALM AND COOK ON!

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Paciência e simplicidade


Que tal aproveitar este momento de "PANDEMIA" e começar um novo hábito, que aliás é simples e que pode, além de nos ajudar com uma alimentação mais saudável?
Meus hábitos alimentares mudaram quando vi uma frase em um restaurante que eu amo aqui onde moro (o Ubaiá) que dizia:


"Você come para viver, não vive para comer".


Quando plantamos nossa própria comida e colocamos amor em nossas panelas, nos envolvemos em um processo que busca integridade. Isso nos resgata a ideia de que as coisas boas muitas vezes chegam devagar, em um ritmo próprio. 

No meu caso, essa experiência atual me lembra que menos pode ser mais: quanto menos ruído na cabeça, mais calma no coração. E isso é bem verdadeiro quando se trata de plantar algo e de vigiar uma panela.
Preparar minha própria comida, me trouxe à mente alguns dos ingredientes que mais precisava nestes últimos dias:  paciência, autenticidade e simplicidade
E esse é o lado bom de cozinhar: nos traz espaço e tempo para a reflexão.

Olhei hoje para o meu quintal e vi que as plantas decorativas, poderiam sere substituídas por chás, temperos e alimentos que certamente trariam mais saúde para toda a minha família e que criariam uma conexão bem interessante entre o plantar, cuidar, cultivar e colher. 

A nutricionista Sophie Deram, que é francesa naturalizada no Brasil, celebra o comportamento gastronômico de seu país de origem não apenas por suas receitas maravilhosas mas também por destacar que todos têm o direito a ter prazer em comer. 
Sentar à mesa com a família ou com os amigos compartilhando a mesma refeição e sem medo de saborear o que estiver servido, só curtindo o momento, é uma das grandes felicidades do ser humano. Além disso, é essa a hora de compartilhar os acontecimentos bons ou ruins do dia, amenizando o estresse e abrindo uma janela para que enxerguemos os problemas com certo distanciamento. Assim passamos a lidar melhor com as dificuldades.
“Comer não é só se nutrir. É também uma festa, um ato social, um momento mágico que realimenta o corpo e a alma”, diz ela. Sophie é engenheira agrônoma e nutricionista com doutorado em endocrinologia e defende a prática do comer consciente, que pode ajudar a reconectar o corpo com a mente e a evitar algumas das nossas reações no piloto automático. 
Essa abordagem envolve estar plenamente atento ao que está acontecendo conosco e ao nosso redor. Qualquer um pode tentar fazer isso. Isso inclui práticas como evitar perturbações durante a refeição; perceber as cores do que está sendo servido, os cheiros e sabores dos alimentos; e, claro, mastigar bem devagar.

Sophie incentiva essas técnicas como forma de aliviar o estresse, a pressão alta e os problemas gastrointestinais crônicos. Em seu ótimo livro O Peso das Dietas (Sensus), ela destaca a definição perfeita pela nutricionista americana Ellyn Satter: “Comer bem é comer quando se está com fome e até ficar satisfeito, escolhendo alimentos dos quais gostamos, e não somente os que deveríamos comer".

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Claro que precisamos incluir alimentos variados e saudáveis, mas sem sermos muito restritivos a ponto de deixar de comer os alimentos prazerosos. Você pode se permitir comer, às vezes, porque está feliz, ou triste, ou porque o prato é gostoso. Pode, às vezes, comer demais e se sentir estufado, ou desconfortável, ou também comer menos desejando ter comido mais. 

Confie no seu corpo, ele lida bem com esses errinhos da alimentação. Deixe de fazer outras coisas quando for o momento de comer, para dar tempo e atenção ao ato de comer, sem que isso se torne uma obsessão do dia inteiro. Comer bem é comer de maneira flexível, variando e respeitando as nossas emoções, a nossa agenda, a nossa fome e a nossa proximidade com o alimento”.

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Resgate do bem-estar



A capixaba Melissa Setubal, coach de saúde integrativa, garante que a cozinha é a porta de entrada para resgatar o bem-estar. O ato de preparar a própria refeição nos possibilita fazer uma alimentação mais saudável e equilibrada. É também nesse momento que temos a oportunidade de resgatar o foco, a parcimônia, a presença e nos envolver com os cinco – ou até seis! – sentidos. 
Quando escolhemos os alimentos que vamos comer e como prepará-los, estamos exercitando o amor por nós mesmos, acendendo sensações de pertencimento e confiança, e nos presenteando: estamos cuidando da gente! 
Melissa conta que costuma dividir com seus pacientes uma cena que a marcou: em um fim de semana na casa da irmã, viu que a cozinha era um ambiente onde o amor se manifestava livremente. Na hora do preparo, os sobrinhos de 2 e 4 anos se aninhavam na bancada, olhavam o que havia ao redor cheios de curiosidade e atenção, e até já se propunham a ajudar. Nesse instante, ela reafirmou o que já sabia: cozinhar não precisa ser uma obrigação. Pode ser um ato de amor, que nutre a alma. 
Melissa também sugere algumas maneiras de buscar um equilíbrio por meio da alimentação. “O primeiro passo é tirar da cabeça o paradigma de que para comermos de maneira saudável precisamos restringir os alimentos. Cortar aquilo que gostamos traz infelicidade e, na verdade, comer é sobre prazer e estar bem consigo”, aconselha ela. 
Assim, prestar atenção aos sinais que o corpo envia é parte fundamental de uma mudança. À medida que nossa percepção se refina, aprendemos a entender as sensações que cada alimento traz – seja ela boa ou ruim – e, assim, adaptamos nossas escolhas de forma espontânea e natural. Uma das práticas que são benéficas é ingerir mais comida de verdade, aquela que você prepara em casa, com ingredientes frescos. Melissa explica: “Esses são os alimentos cujas moléculas são imediatamente reconhecidas como nutrientes pelo corpo. São verduras, frutas, legumes in natura e tudo aquilo que não passou por processamento. São alimentos cultivados de uma forma natural, orgânica, biodinâmica...” É simples: quanto mais comida de verdade consumimos, mais nosso corpo se sente bem, nutrido e saudável. Todo esse processo faz com que ele continue pedindo pelos alimentos que conversaram conosco de uma forma positiva, recorrendo cada vez menos aos industrializados e aos chamados ultraprocessados (aqueles cheios de conservantes e aromatizantes). Para Patrizia Collard e Helen Stephenson, autoras do livro Mindfulness – A Dieta (Best Seller), ao trazer o mindfulness ou o estado de atenção plena para a nossa rotina alimentar, aprendemos a parar, sintonizar e nos ouvir. A dupla batizou isso de mindful eating, ou estar totalmente presente durante uma refeição.
“Quando não temos consciência de nossa fome ‘real’, tendemos a comer mais, quando o necessário seria comer menos. Quando usamos a atenção consciente, adquirimos compreensão, e nesse processo ficamos mais tolerantes e mais gentis conosco”, aponta um trecho da obra. E, segundo as autoras, é assim que passamos a comer melhor: naturalmente percebendo nossas necessidades, limites e saciedades.

Outra etapa do mindful eating é se informar sobre a origem de tudo que levamos para a nossa cozinha, de onde a comida vem e para quem vai. É preciso entender que aquele alimento que estamos prestes a saborear é uma concentração de fluxos de mudanças, energias e possibilidades que nos unem a outras pessoas. São a terra, o sol, a chuva e todos aqueles que participaram de seu processo de semente a alimento.
De acordo com essa visão, é quando paramos para nos observar que criamos uma amizade conosco. E a amizade liberta e abre o coração para novas possibilidades e escolhas.

“Todos nós sabemos cozinhar”, diz o personagem carismático do filme Ratatouille. Foi isso o que aprendi ao transformar minha relação com a comida e me entregar a ela. Quanto mais presente eu estava, mais capaz era de entender que comida simples, além de agradar ao paladar, pode confortar a alma. 

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E já que estamos falando em um novo hábito, que tal hoje aproveitar este nosso "tempo de pausa" e fazer uma horta em casa?




  • Para começar é preciso ficar atento e tomar alguns cuidados na hora de montar a sua horta. Elas podem ser feitas em todos os tipos de casa e apartamentos, só precisam ser adaptadas ao espaço e aos recursos disponíveis.
  • Fique atento ao clima, pois é um fator determinante na adaptação de certas espécies.
  • O local da horta deve ser de fácil acesso, sempre com água disponível, mais por favor, não encharcar a pobre da planta;
  • Quando escolher as espécies a plantar, fique sempre atento, pois cada planta possui um tipo de tratamento e verifique se aquele tipo irá se adequar à sua horta;

Cuide da sua horta

A manutenção de hortas é muito fácil. O único cuidado indispensável é regá-la diariamente para os vegetais cultivados não perderem o vigor. Se preferir, poderá adubar a terra com pequenas quantidades de adubo mineral ou outro tipo de sua preferência, sempre seguindo as instruções do fabricante. Quando elas começarem a morrer ou perderem a vitalidade, o ideal é recomeçar plantando outras mudas.

Abaixo tem um calendário que achei na internet com várias espécies e seu mês ideal.



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Tem um espaço maior? Comece uma horta!
Mexer na terra nos dá um retorno emocional muito interessante sobre os alimentos que levamos à mesa!



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Então, a ideia aqui é aproveitar, caso você tenha um espaço na sua casa, tentar uma nova "terapia", um novo hábito...
Talvez este seja o momento certo para isto.



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