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Mindstyles = estilos de pensar!


Hoje quero falar um pouco com vocês sobre este tema. Porque o BonjourMadame quer falar de tendências dando foco à maneira com que pensamos, o que sentimos, quais os desejos e valores que nos motivam. Tudo, é claro, através do meu olhar e de como me relaciono com o mundo.


Que feminismo e moda já se cruzaram ao longo dos tempos, isso não é novidade. São alguns os movimentos de transformações relevantes na trajetória da moda que questionaram os padrões da época e foram capazes de proporcionar mudanças reais na vida das mulheres como, por exemplo, a liberação da silhueta feminina por Paul Poiret (que desenvolveu vestidos soltos em oposição à estética dos corselets do século 19).






Aliás, a campanha pelo uso das calças foi liderada pela própria Coco Chanel - que aliás eu amo! -que sem dúvida foi uma das principais estilistas da sua época a investir em peças confortáveis que permitissem que a mulher se sentisse livre pra trabalhar. Imaginem! Uma mulher não poder usar calças?!! Isso é impensável para a nossa geração!





Entre o passado e o presente, a moda sempre esteve na busca, ainda não perfeita, pelo feminismo. A Dior mergulhou na atmosfera, apresentando uma coleção poderosa e jovem, com a cara  da mulher moderna – que luta pelo que quer e busca ser dona do próprio nariz.



Entre T-shirts com mensagens escritas, saias de tule e modelitos onde as diferenças de gênero ficaram propositadamente de lado, Maria Grazia Chiuri propôs uma “Dio(R)evolution” ao encher a passarela de símbolos feministas no seu desfile de estreia para o verão 2017. Não coincidentemente, ela é a primeira mulher a assumir o comando criativo na Maison, não deixando o fato passar batido.

O elemento mais marcante apresentado pela grife foi, sem dúvida, a T-shirt branca, daquelas bem basiconas, com a mensagem “we should all be feminists” . A peça causou frisson ao sair estampada em todos os veículos de moda, seguindo direto para o closet de dezenas de fashionistas!







Uma coisa é certa: há tempos não se falava tanto e de formas tão variadas sobre empoderamento feminino e igualdade de gêneros.

Mas falei tudo isto até aqui, para encaixar um outro assunto, dentro desta perspectiva...






Ok...feminismo, liberdade de gênero, empoderamento feminino...Mas observe a modelo...magra, magra e magra...

Li a entrevista de uma modelo "poderosa" que desfila para aquela, também poderosa, marca de lingeries, e ela contava a saga que era se preparar para o tão esperado desfile. Ela passava uma semana tomando somente sopa e água e 12 horas antes do desfile, parava até com a água! Hello!

Para quê? Para criar um padrão que, se é quase impossível para ela mesma, imagine para as mulheres comuns. E o resultado disto? "Todas" as mulheres do mundo se sentindo insatisfeitas com o próprio corpo? Exagero? Somos o segundo país com número de cirurgias plásticas do planeta! Isso sim é um exagero!

O consumo de produtos que "nos curam" dessa insatisfação cresce, as cirurgias se proliferam e a angústia e o sofrimento idem. Não só as mulheres maduras, como também nossas filhas abominam seu próprio corpo...

Olhe esta imagem. Isto é comércio, gente!





Vivemos um dilema: As marcas incentivam o feminismo, o empoderamento, mas continuam criando padrões que não condizem com a nossa atualidade ou que são possíveis para além de 1% das mulheres...

E se nos dedicássemos mais a apurar os sentidos femininos, nossa aceitação, explorar nosso corpo para tirar prazer dele próprio, com suas formas e características, do que melhorar nosso "capital sexual" diante do julgamento alheio?

Quero que você venha comigo nesta luta!

Faço "análise" para me apropriar cada vez mais dos meus sentidos, dos meus limites e desejos, aprendo a ficar mais confortável com meu corpo e a valorizar mais as pessoas e relações com quem amo, que me dão mais prazer, mais sentido a minha vida!

E vou terminar aqui com uma frase que li esta semana e que amei:

Não é o tesão dos outros que nos valida. É o nosso próprio tesão em viver!






*Feminismo (tradução) : é um conjunto de movimentos políticossociaisideologias e filosofias que têm como objetivo comum: direitos equânimes(iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões opressores patriarcais, baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses.



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