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Déjà Vu

‘ESTOU EM CACOS’, e agora?


Bounjour Madame, se coucher!


Se por alguma razão, que a própria razão desconhece, você escolheu ser uma mulher forte, do tipo ‘durona’, e agora se vê despedaçada e tentando juntar seus ‘cacos’, saiba que você já venceu a primeira etapa para o seu empoderamento e muito em breve vai brilhar! A sessão do Divan hoje é especialmente para você.

É como me sinto por dentro...

Na sessão estreia do Divan no Bonjour (post anterior), falamos que toda mulher revela seu brilho a partir do momento que se abre e permite que a vida a lapide. Que ao invés de reagir e se fechar, embrutecendo a sua alma feminina, ela pode lapidar-se, se abrindo para os aprendizados da vida e que, em alguns casos, isso pode sim causar ‘rupturas interiores’ que precisam ser ressignificadas.

Você vai concordar comigo que a vida atual, competitiva, tem aguçado ainda mais em nós a busca incansável pela perfeição, mas como alcançar este 'objeto de desejo' se estamos 'apanhando' da vida e tentando ainda juntar os nossos 'cacos'?

Com certeza, você, eu, conhecemos, já passamos ou passaremos por isso, o que me leva a crer que esta leitura é para conhecimento ou esclarecimento. Afinal, "diamantes precisam ser abertos para brilhar".

"Todo mundo quer ser como nós" (Frase do filme "O Diabo Veste Prada")

Esta busca pela perfeição já começa na nossa infância, pois somos humanas e, como toda garotinha, desde pequena usamos com propriedade o nosso verbo TER, dizendo “é meu”! É, a gente já nasce querendo TER, e só depois nos ensinam (ou será que nos condicionam?) a compartilhar, a SER. Sabiamente, para o nossa evolução, não se TEM nada nesta vida, nem ela própria, e tudo pode nos ser tirado a qualquer momento.

A gente quer ter, nunca perder. E a forma como vamos lidar com isto aprendemos desde cedo, quando o menino é educado para sempre tentar novamente após o erro, “caiu levanta e não chora”; enquanto nós meninas... “caiu, tadinha, deixa ela chorar”, "senta direitinho", "menina não faz assim"... De alguma maneira aprendemos a 'fragilidade' e herdamos a missão de sermos sempre perfeitas. Mas como tudo na vida está em constante evolução, já vemos as princesas surgirem como valentes nas estórias infantis. É um bom sinal!

Assista a estre trecho do filme CRODS, muito bacana!



Que bom que saímos da caverna, não é mesmo?! Nos reconhecemos como mulheres curiosas e atraídas para o novo, incansáveis na busca pelo melhor, pela PERFEIÇÃO! Este é o fluxo da vida, nascer, crescer, melhorar, refazer, e tudo o que VOCÊ ESCOLHER, com seus ônus e bônus, na maioria das vezes buscando incansavelmente aperfeiçoar tudo a sua volta!

A mulher é como uma fenix, tem o poder de se reinventar sempre.

Apesar de toda essa ‘fragilidade’, nessa busca pela perfeição, escolhemos seguir uma dupla jornada de trabalho, procedimentos incansáveis de beleza, às vezes até doloridos, obrigações de sucesso amoroso e financeiro, manutenção de status quo, educação dos filhos, família, etc., seguindo o fluxo da vida.

“Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugná-la-íamos se a tivéssemos. O perfeito é o desumano porque o humano é imperfeito” Fernando Pessoa

Eu não sei você, mas eu, tinha muito desejo pela perfeição, talvez pelo fato de ter sido educada por um pai perfeccionista, não importa, eu importei isso (coloquei no meu coração como verdadeiro) e a vida me ensinou a des-importar. Quer ver um exemplo? Quantas vezes, ao insistir na perfeição, você ‘errou a mão’? Aquele só mais um pouquinho pra ficar ‘perfeitinho’, pronto, olha o estrago, naquela retocadinha no batom, no delineador, no esmalte, borrou tudo; no apertar só um pouco melhor e pronto, quebrou; no esfregar mais e mais pra limpar bem e como resultado um móvel arranhado, etc.

O perfeccionismo pode ser um distúrbio quando a pessoa sente constante insatisfação com seu desempenho e dúvidas sobre a qualidade de seu trabalho, levando o indivíduo a verificações constantes de pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas, prejudicando a sua pontualidade e eficiência e até sua qualidade de vida.

Confesso que levei alguns anos para entender que o feito é sempre melhor que o perfeito. Esta frase mudou muita coisa na minha vida, aos 47 anos me dei conta das oportunidades e amores ‘passadas’, quando exigia de mim mesma e dos outros: a perfeição. Mas se você, como eu, passa por isso, entenda que não falhamos, apenas descobrimos o que não funciona para nós.

Há que se reconhecer que a nossa busca pela perfeição, o apego pelo que éramos, nos impede de juntar nossos cacos e nos aceitarmos refeitos e imperfeitos. É como se estivéssemos com as peças de um quebra-cabeças que nunca montamos. Fica difícil encaixar as peças quando ainda temos em mente a imagem de quem éramos. Não seremos mais as mesmas, seremos versões melhores de nós mesmas e continuaremos sendo imPERFEITAS.




Veja que maravilha é a vida, temos o poder de ressignificar tudo!

DEMANDE TOI: E como fazer isso? Como ressignificar o que aconteceu e que me deixou em 'cacos'? Como juntar todas essas partes de mim e me reconhecer como plena, inteira novamante? 

Bom, se alguém disser a você que é fácil, estará certamente tentando lhe enganar, pois não é. Não existem receitas milagrosas, assim como o creme maravilhosos que você usa pode não servir para a pele da sua amiga. Somos únicas, enquanto indivíduos e enquanto agentes de transformação (lapidárias) de nós mesmas. O segredo do sucesso é individual, sou Coach e vejo isso todos os dias.

Eu ACREDITO na transformação e digo que ela é desafiadora. Por isso, é importante estender quais serão os seus desafios:

  • Querer muito se transformar,
  • Ter coragem para olhar para o seu 'mundo interno'
  • Aceitar que jamais voltará a ser quem era,
  • Entender que o tempo será um fator importante, porque tudo na natureza tem seu tempo, inclusive você,
  • Reconhecer que é um processo e que haverão ajustes no caminho
  • Que haverás de escolher perder alguma coisa ou alguém, para poder ganhar
  • Acreditar que sua história, como ela é, tem muito valor, afinal, é sua biografia
  • Acolher e sentir com tranquilidade as dores do seu renascimento

Quer entender melhor isso? Eu proponho que amplie sua visão e pratique o Kintsugi.
O Kintsukuroi ou Kintsugi é uma arte japonesa, com mais de 400 anos. Literalmente significa ‘reparação com ouro’, ‘renovação dourada’. É um método de reparação ou restauro com laca natural, urushi, que honra a história única do objeto, enfatizando, não escondendo, a ruptura.”

A presença de rachaduras e arranhões nas coisas é considerada um simbolismo da passagem do tempo, deixando de ser uma beleza ‘óbvia’ para ser ‘única’.

O Kintsugi faz parte da visão Wabi-sabi, que valoriza a abordagem estética centrada na aceitação da transitoriedade e imperfeição. Esta concepção estética é muitas vezes descrita como a do belo que é “imperfeito, impermanente e incompleto”.  Assim como fazemos no Bonjour, com a moda funcional, agora também no DECOR, etc. pois, acreditamos que isso pode ser maravilhoso na sua vida.

Esta prática sugere que você:

  • faça as pazes com o seu modo de olhar, 
  • esqueça os padrões (rótulos), 
  • procure ver a beleza no simples, 

Com isto você passará a ver as suas coisas e as pessoas da sua vida de modo diferente, com mais simplicidade, evitando os excessos e desperdícios de energia (emocional e física). 

Quando mudar a sua visão de mundo, você entenderá melhor o ciclo da vida, aceitará a passagem do tempo, e reconhecerá o imPERFEITO como beleza renovada.


INSPIRE-SE: 




PRATIQUE (prática): Da próxima vez que algo quebrar ou for danificado na sua vida, uma peça de cerâmica, um móvel, ou algo acontecer com você que precisa ser ressignificado, qualquer coisa, pratique o Kintsugi. 

Simplifiquei a técnica abaixo, PASSO-A-PASSO, PARA VOCÊ FAZER O KINTSUGI na sua casa (adapte as reflexões de acordo com o seu caso): 


1. Pegue a peça quebrada (de preferência cerâmica) e observe as partes como se fossem os seus 'cacos' que precisam ser re-juntadas.

2. Cole cada parte possível com cola, espere secar pois. como na vida, precisamos de tempo para assimilar o novo formato.

3. Depois de seco, pegue uma lixa metálica (pode ser aquelas de unha mesmo) e com cuidado lixe os excessos. Perceba neste momento o trabalho do lapidário, que corrige e remove o que está sobrando. Nesta nova fase o que será que podemos doar que não nos fará falta? Importante também entender que mesmo com o tempo ainda podemos ter de fazer ajustes.

4. Observe a sua peça, o que vê? Estas imperfeições ou partes faltantes representam as nossas perdas, sim, porque perdemos algo e isso precisa ser reconhecido e aceito. Podemos ressignificar estas perdas como histórias de nossa vida ou novas oportunidades, espaços para novas surgirem ou entrarem na nossa vida.

5. Quando estiver pronto, pinte (marque) estes espaços com tinta dourada (sem diluição). A cor dourada significará algo de valor no seu processo, caminho ou jornada para o novo).

Durante todo o processo, lembre-se do que ocorreu com você a partir do fato, do quanto foi trabalhoso se reinventar e tenha em vista que cada traço agora na peça é a representação de que há um caminho, como um mapa, descrevendo as forças que você tem e os caminhos evolutivos que percorreu. Faça contato com a sua emoção, reflita, aceite o que vier, se permita sentir, e seja grata pela incrível experiência e possibilidade de se reconstruir sempre.

"Resplandecer é uma escolha. Como um Kintsugi vivo, mude sua visão sobre si mesmo e assuma sua luz e sua verdadeira beleza. Tire alguns momentos para observar os sinais da passagem do tempo em seu corpo. Essa cicatriz, essa vermelhidão, esse cabelo branco, essa ruga, essa marca de nascença que dá testemunho da sua história e te faz tão humano ... (...) Cèline Santini»

ESCOLHA BRILHAR:  Olhe para a sua obra e veja que ela, assim como VOCÊ, são de uma GRANDEZA e BELEZA ÚNICAS!

ATTENDRE: Já estou preparando um post inteirinho sobre Kintsugi. Aguarde!



Aut revoir! Bisou

Fique a vontade, o DIVAN é seu!


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Roseli Kurzhals
Formada em Coach Ikigai pelo Instituto Próspera.
Atua como Self Coaching e facilitadora de autodesenvolvimento feminino.
Pedagoga, Terapeuta Reikiana e Palestrante, possui mais de 12 anos de experiência em desenvolvimento humano em organizações.

Se quiser falar comigo, acesse o meu Whatsapp (47) 99601-4421



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