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Déjà Vu

HÁ VIDA NO CLIMATÉRIO?

BONJOUR MADAME

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Hoje vou dar uma pausa naquilo adoramos: moda, estilo, biotipo, para lançar um olhar para o nosso interior e este período tão desafiador de nossas vidas que é o Climatério!

Se você é +40 e ainda não chegou lá, é a felizarda dentre os 15% das mulheres de todo o mundo, sinta-se feliz! 
Mas, se você, assim como eu, faz parte dos 85% restantes e sofre com os sintomas deste período, junte-se "ao clube".


Eu estou com 47 anos e sinto que estou andando em uma montanha russa!

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Antes as sensações do desequilíbrio hormonal eram mensais e acompanhadas dos períodos de TPM, hoje elas se tornaram um grande ponto de interrogação. 
Há dias que me sinto bem e no dia seguinte posso acordar totalmente diferente. Falta de energia o maior problema. 

E a "saga" foi grande, até entender que eu não tinha nenhum câncer ou doença terminal. Cheguei a pensar que pudesse haver algum problema mais grave. Fiz todos os exames possíveis...e a única resposta que eu recebia era: você não tem nada, seus exames estão normais.
E logo em seguida, me lançavam aquele "olhar desconfiado" e me encaminhavam para um psiquiatra.
 Aí veio a culpa, o desânimo e a incompreensão. Me sentia tão cansada, exausta e parecendo "maria louca" - um dia amando todo mundo e no outro querendo estar absolutamente sozinha. Um dia chorosa e no outro raivosa. Um dia doce, no outro dia amarga. Mas, principalmente cansada.
E como não se sentir deprimida neste estado? 
Não...você não está louca!

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Até que, depois de muita "investigação" solitária e busca por informação, cheguei à conclusão de que estava mesmo no climatério.

"O período do climatério é identificado por inúmeras transformações e marcado pelo término do período reprodutivo. As mudanças nos aspectos biopsicossociais são expressivas e uma vez conduzidas de maneira inapropriada, podem prejudicar a qualidade de vida e o bem-estar psicológico. Os aspectos culturais e psíquicos são os mais importantes no agravo da manifestação dos sintomas como, por exemplo, o medo de envelhecer, a preocupação com autoimagem, cada vez mais sentida na sociedade moderna e instabilidade conjugal, o que altera de forma significativa o dia-a-dia da mulher. 
Os sintomas decorrem devido à baixa de estrogênio e progesterona sanguíneo, o que causa alterações teciduais nos órgãos genitais, as quais geram não apenas desconforto físico como também psicológico. "

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E normalmente nada disto aparece em um exame clínico ok? Sua ginecologista pode dizer que seus índices hormonais estão ótimos, mas na verdade dentro de você, há um exército enorme trabalhando para que você entenda que sua vida entrará em um ciclo bem diferente do atual.

No início, quando nem eu entendia o que acontecia comigo, me senti muito sozinha, confusa e um tanto solitária (confesso). Mas como sou bastante "teimosa" e não aceitava as poucas explicações que recebia de profissionais, comecei a pesquisar o que poderia estar acontecendo, já que as mudanças, principalmente de humor eram grandes.
Mas o meu grande alerta foi a perda muscular significativa no prazo de um ano.

E o que então podemos fazer para tentar amenizar os efeitos tão dolorosos desta fase?

Quero dividir com você a minha experiência pessoal e tentar ajudá-la, com tudo que tenho aprendido nestes longos 4 anos de instabilidade e tantas alterações.

Depois de alguns anos e muitos médicos, percebi que a medicina tradicional não poderia me ajudar, pois a reposição hormonal não é segura, pois apresenta ainda riscos.
Somos físico e emocional, se ambos não estiverem equilibrados, não funcionamos de maneira adequada.

1. Respeite-se.

Muito lutei contra este meu estado atual e em muitas vezes, não respeitei meus limites psíquicos e corporais, em função de marido, filho e família, fui além das minhas forças. E fiquei pior...Sentindo-me a cada dia mais confusa e lutando contra algo que na verdade não era gerado por algo que estava fazendo de errado.

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2. Aceite-se!

É claro que a rotina já nos exige um esforço enorme para tocar o dia-a-dia e nós mulheres somos campeãs em enfrentar nossas dores pelos outros, pela nossa grande capacidade de doação. 
Isto tudo é muito lindo, mas entenda e aceite que esta fase requer calma e serenidade e que seu corpo começa a desacelerar. 
Então você precisa fazer o mesmo.
Não se preocupe com esta sociedade, muitas vezes tão machista, que ainda acredita que nós mulheres somos seres inferiores e que depois de certo tempo e "mais velhas" nos tornamos chatas e "perturbadas". Essa fase existe e traz sim um sofrimento enorme para todas nós.
Apoie sua amiga, sua mãe ou sua irmã.

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Terceiro: suplemente-se!


Busque ajuda. Consulte uma endocrinologista e entenda o que realmente acontece com você nesta fase. 
Uma nutricionista é fundamental. Ela irá lhe ajudar, através de uma forma saudável, a mudar um pouco sua alimentação, porque seu corpo precisa de ajuda.
E há alimentos importantes nesta fase.
Só a alimentação não basta, afinal, estamos com os transgênicos e agrotóxicos influenciando em muito nosso corpo de forma negativa e nem sempre conseguimos viver em função de cozinhar ou comer corretamente. 
Os suplementos, como vitaminas, fitoterápicos, contribuem para uma saúde e harmonia do corpo. Sim, foi difícil....deixar o "pão", tão cultural em nosso café da manhã não é fácil, mas necessário. Lembre-se que tudo fica mais lento, principalmente seu intestino.
Açúcar (quem resiste) é um grande veneno. Altamente inflamatório. Tente evitar.
Mas confesso que nem sempre consigo, principalmente nos períodos que estou mais sensível.

Procurei uma nutricionista e hoje faço suplementação diariamente, tem me ajudado, mas sei que não há milagre. Continuo com dores bem acentuadas e bastante cansaço.

A reposição hormonal ainda não é totalmente segura, então prefiro usar os recursos mais naturais.


4. Movimente-se.

Mas não estou falando para você entrar hoje em uma academia. 
Seu corpo quer tranquilidade... Opte por um pilates, yoga, tai chi e caminhadas...Se você foi mais sedentária que atleta - assim como eu -  não saia por aí correndo em busca de diminuir suas formas ou emagrecer...Agora não é hora de pensar nisto! 

Não é hora de correr madame, caminhe!

Massagem relaxante e drenagem, ajudam também nas fases mais difíceis e, normalmente, nosso excesso de peso é gerado por inchaço e não por gordura. 

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5.  Silencie-se e Respire!

Hoje há vários aplicativos que você baixa no seu celular que poderão contribuir para que você faça uma breve meditação todos os dias. 5 minutos antes de dormir, já são suficientes. Simplesmente deixe-se guiar e respire. 
Não respiramos lenta e profundamente durante o dia, nossa respiração é curta e rápida. O simples fato de você respirar corretamente, já lhe trará muitos benefícios.
*Eu uso o ZEN e tiro pelo menos 5 minutos diários, pela manhã quando acordo e antes de dormir para meditar.

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6. Ame-se!

Escolha uma seleção musical, tome um vinho, um café com sua melhor amiga, um passeio, uma caminhada lenta, uma massagem - nem que seja uma vez por mês - faça reiki (a energia precisa circular), contemple a natureza, espiritualize-se, encontre dentro de você aquilo que te traz harmonia. 
Trate-se com respeito e carinho!
Apoie sua mãe, amiga, irmã ou aquela mulher que esteja passando por esta fase. Todas precisamos de muito carinho.

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7. Exponha-se

Não tenha medo. Fale com seu parceiro, família, filhos e pessoas com quem convive. 
O importante é você ser honesta e sincera, para que todas entendam e se informem sobre esta sua nova fase.
São mudanças que fazem parte do nosso envelhecimento e, de maneiras diferentes, todos nós, que queremos viver mais, passaremos por altos e baixos. 
O sofrimento faz parte da nossa evolução. A partir do momento que aceitamos isto como parte do nosso desenvolvimento, encontramos a serenidade necessária.
Se o seu parceiro tem dificuldade em lhe apoiar, peça que se informe, apresente para ele a sua dor.

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Se você é +40 e tem percebido mudanças importantes no seu comportamento e físico, procure ajuda. 
Você não está sozinha!

E faça a prevenção se ainda não está nesta fase. Exercite-se, cuide da sua alimentação, tome vitaminas, relaxe, medite.
Cuide do seu corpo e espírito com carinho. Pois você precisará perceber que o processo pelo qual passamos, vem de encontro às mudanças que precisaremos enfrentar nesta fase madura de nossas vidas!


AU REVOIR!








2 comentários:

  1. Essas informações são bastante úteis e de grande importância para nós mulheres. Nessa fase sentimos muito os impactos das mudanças que chegam sem aviso e de forma agressiva. O cansaço, a depressão, as dores, os calores, a insônia, tudo junto e misturado de uma vez só. É como você disse, nossa vida se transforma em uma verdadeira montanha russa.
    Já faço musculação e acupuntura há algum temp, antes dessa fase, mesmo assim os efeitos do climatério têm pesado bastante.

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  2. Importante tratar deste assunto. Eu atravessei o climaterio sem me dar conta de que estava neste período. Cheguei a fazer exame de gravidez quando fiquei dois meses sem menstruar... Rsss. Nem tudo é depressão, preguiça, artrose, reumatismo, etc. Pode ser o tempo fazendo seu trabalho mesmo. Minha dica é fazer sempre o acompanhamento das dosagens hormonais depois dos 40. Pedir ao médico caso não façam, pois infelizmente há profissionais e "profissionais".

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